quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Review: Trilogia Uncharted

Disponíveis para PlayStation 3 (versões analisadas), e em versões remasterizadas para PlayStation 4.


Uncharted, produzido pela Naughty Dog, é uma série de games do gênero Aventura mesclada com exploração de cenários e tiro-teios. Seu primeiro game, Uncharted: Drake's Fortune, foi lançado no final de 2007, e seu imenso sucesso rendeu a sequência Uncharted 2: Among Thieves, que chegou às prateleiras em 2009, a qual o estrondoso sucesso rendeu o terceiro capítulo para a série, Uncharted 3: Drake's Deception, de 2011, este que teve um colossal sucesso e que está fazendo os fãs da série não se aguentarem de ansiedade por um Uncharted 4 que ainda nem sequer foi anunciado (mas que com certeza está em produção, pois vez ou outra os "importantes" da Sony ou da Naughty Dog acabam deslizando e deixando vazar que de fato estão fazendo o game).


Esta é uma série que conheci no início de 2012, e que entrou para as minhas favoritas (é minha preferida do PlayStation 3). Joguei e zerei os três games. Eu amei Uncharted desde o momento em que joguei o comecinho do primeiro game, e a cada jogatina de cada um dos títulos, parece que me apaixono mais por eles, até que finalmente elegi Uncharted como minha série e meus jogos favoritos desta geração. Enfim, chega de nhé nhé nhé, vamos às análises. Analisarei os três games juntos porque pouco muda de um para o outro, farei um geralzão dos três.

OS JOGOS



Uncharted (que vem do inglês "Inexplorado", segundo a Google Translations, Inc.) é uma série que mistura caça à tesouros, exploração, enredos super bem feitos, personagens carismáticos, tiro-teios eletrizantes e o que há de melhor em gráficos na atual geração. No game, você comanda Nathan Drake, um explorador que está sempre à procura de antigos tesouros perdidos. Ele e seu fiel amigo Victor Sullyvan, ou o nosso querido "Sully", como gosta de ser chamado, vivem disso, e procuram esses tesouros ora por si próprios, ora por serem contratados por terceiros para realizarem o trabalho. O curioso é que nunca é revelado como eles gastam as riquezas que encontram, eles devem gastar de alguma maneira, se não gastassem não teriam que ir atrás de mais e portanto não haveriam novos games, então devem gastar de algum jeito, talvez viajando, investindo em seu "negócio" com novos equipamentos para futuros serviços, não se sabe, vai da interpretação de cada um. Ainda no primeiro jogo, eles conhecem Elena Fisher, uma repórter que por acaso se meteu no meio da confusão e passou a ajudá-los, tornando-se grande amiga dos dois, e tendo um certo clima com Nate (o apelido de Nathan). Elena, por ser repórter, muitas vezes acha que pode dar conta das coisas sozinha e se meter à frente da situação, mas Nate e Sully sempre estão ali para ajudá-la a fazer o certo. Elena nunca concorda em deixar a vida de repórter para se unir a Sully e Nate na vida de caçadores de tesouros, porém ela os ajuda sempre que eles precisam, mas em hipótese alguma planeja abandonar a profissão. Mesmo assim, os três se tornam grandes amigos. Também tem a Chloe Frazer, que aparece a partir do segundo game. Nate já trabalhou com ela no passado, e eles têm um pequeno "rolo" no início de Among Thieves, mas Nate não quer ela pra ele. Chloe de início apresenta uma personalidade duvidosa, mas com o tempo revela-se uma boa parceira. Ela sabe manipular as pessoas e está sempre focada nos negócios. É uma boa parceira e se importa com seus amigos, mas não demonstra tanto, prefere aparentar ser mais fria. Apesar desse jeito sedutor, manipulador e da frieza, Chloe é do lado do bem e também não deixa seus amigos para trás, mas sua relação com Nate e Sully é mais profissional, sem tanta amizade como com Elena. Toda a trilogia Uncharted possui vááááários outros personagens, incluindo mais gente do bem, vilões com diferentes motivos e intenções, etc., mas os principais são esse quarteto. TODOS os personagens do jogo são carismáticos, TODOS possuem a personalidade muito bem trabalhada, o modo de falar, agir, e pensar. Se Crash era uma raposa muda burra, em Uncharted a Naughty Dog lapidou cuidadosamente cada um dos personagens.

Nathan, Sully, Elena e Chloe: os principais.
A história de cada um dos jogos se baseia na busca por algum tesouro perdido, e essa busca envolverá uma série de enigmas. Quando digo enigmas, me refiro tanto a puzzles durante o gameplay, quanto como nós na cabeça dos personagens e também do jogador, pois todos se envolvem na história à procura da solução do mistério. Todos os games possuem uma história profunda e bem trabalhada, cheia de detalhes e nuances, digna de filmes de Hollywood (tem muito filme lançamento por aí agora de 2010-2011-2012-2013 que perdem pra Uncharted no quesito "história"). Nate é descendente de um antigo explorador chamado Francis Drake, e dos três games, dois possuem a história na qual nossos heróis caçam tesouros perdidos do ancestral de Nate, que era um explorador tão bom e ousado quanto ele. Logo, os subtítulos Drake's Fortune e Drake's Deception não se referem ao protagonista Nathan Drake, mas a seu ancestral, Sir Francis Drake. O legal é que todos os jogos possuem o idioma português, sendo os dois primeiros o português de Portugal e o terceiro já com o português Brasileiro. Todas as dublagens são ótimas e muito bem feitas.


A mecânica do jogo é bastante intercalada, de modo que o foco muda de uma situação para outra, assim nunca enjoando o jogador. Em muitos momentos, você deve explorar o cenário para poder resolver um puzzle, que resulta no ganho de alguma relíquia ou peça que resolve o problema ou o mistério que os protagonistas estão enfrentando, ou então resulta na abertura de passagem de caminho, para você poder progredir na fase. (E sim Alexandre, a câmera deixa o personagem no centro da tela, não é no ombro o tempo todo xD). Quando a bandidagem aparece, o esquema é no tiro-teio. Nate pode carregar duas armas e até 4 granadas consigo. Das duas armas, uma delas é sempre arma curta (como revólver ou pistola) e a outra é arma longa (aí tem AK-47, Sniper e até Lança-Míssil!). São diversos modelos de armas existentes nos games, mais de 10. FPSs não tem o arsenal diversificado que Uncharted tem. No início Nate conta apenas com sua singela pistola, mas durante os conflitos, ele pode apanhar as armas e a munição dos inimigos.


A jogabilidade dos games de Uncharted é muito boa e fluída, e cheia de possibilidades. O "tchan" do jogo é que Nate tem ótimas habilidades de escalada, então, o jogo é cheio de movimentos de parkour, onde o personagem dá longos saltos, se pendura, escala paredes e superfícies, etc. Todos os pulos e saltos são efetuados com o botão X, e o agarramento é automático. Para se esconder dos tiros ou não ser percebido pelos inimigos, Bolinha dá cover, ou então rola de um lugar para outro, quando em situações de apuros. Caso você trombe com um inimigo na sua frente, Quadrado é o botão pra meter porrada nele. Uma novidade do Uncharted 3 em relação aos outros é que, até então, os socos eram só uma "opção de desespero" para quando você se visse desarmado, mas neste game, foram acrescentados momentos específicos de combate corpo-a-corpo, em que o inimigo derruba sua arma e você entra em uma luta com ele, podendo ajuntar a arma só após derrubar o combatente com os punhos. Durante os combates corpo-a-corpo, Triângulo serve para dar os counter-attacks, aqueles "desvia e acerta", comuns na série Batman Arkham. Quando fora dos combates, o botão serve para ajuntar armas ou munição do chão. Para atirar, R1 é o botão, mas não é recomendável apertar o R1 sozinho pois Nate vai atirar de qualquer jeito e dificilmente causará algum dano significativo no inimigo. Então, usa-se L1 para ativar a mira, e o analógico direito para mirar, então R1 para atirar. Esquema comum e padrão dos jogos de tiro em terceira pessoa. Quando suas balas acabarem, é R2 quem irá recarregar a arma, e caso queira trocar de arma, utilize os direcionais Esquerda e Direita: O primeiro equipa a arma curta, o segundo a arma longa. Quando você ajunta uma arma do chão, não é preciso escolher qual das suas você vai largar, porque é automático: se pegar uma arma curta, Nate vai largar a curta que possui. Se pegar uma longa, o mesmo. Já para as granadas, o esquema é um pouco diferente. No primeiro game, apertava-se o direcional Baixo para selecionar as granadas e utilizava-se L1 e R1 para mirar e atirar, como uma arma normal. Mas, no 2 e no 3 mudaram, então o L2 tornou-se o botão da granada, você segura ele, mira para onde quer, e então solta para atirar. Caso não queira mais atirar, pressione Triângulo para cancelar. Eu particularmente não gostei desse novo esquema, pois às vezes você esbarra o controle na perna, ou mesmo o dedo no botão, e sem querer larga uma granada em você mesmo. Preferia o esquema do primeiro Uncharted, mas tudo bem, se eles acharam melhor assim, o jeito é se acostumar.


Os gráficos do jogo são belíssimos, e a cada jogo, a série extrapola o limite do PS3 um pouco mais. Você pensa que não dá para melhorar, que aquilo é o máximo, que a perfeição foi atingida, aí vem uma sequência e te dá um banho, presenteando seus olhos com cenários, vistas e lugares ainda mais bem trabalhados que no título anterior. Nenhum dos games possui CGs, apenas cutscenes, desse modo, a qualidade gráfica entre história e gameplay é mantida, sem mudanças. Olha, ganhar vários prêmios de melhor gráfico sem usar CGs, pra mim, é um mérito e tanto, e eu não lembro do último que fez isso, antes de Uncharted.


Isto não é uma arte promocional e muito menos um wallpaper: é uma cena in game de Uncharted 3. 

A trilha sonora do game é super marcante, cada música casa perfeitamente com a cena em questão, seja de gameplay ou história. Tudo é muito perfeito. Além de encaixar com a situação, as músicas também são do estilo local, ou seja, se você está nos desertos do Oriente, como é o caso de Uncharted 3, a trilha sonora é composta por instrumentos musicais daquela região (músicas como víamos em "Caminho das Índias", para citar um exemplo). Mas o grande destaque vai para o tema de abertura, que toca nas telas-título dos três jogos e que sofre leves alterações de um game para o outro. Aquilo é uma música que, gente, sem exagero do momento, pra mim, vai pro level do "Ta-dã-dã-dã-dã-dã" do Mario. Sério. Você joga um game e sempre te vem aquela emoção, aquele arrepio quando a fanfarra começa, aí você joga o seguinte e vê aquela mesma música, meio que mais alta e com alguns retoques, e o arrepio vem maior. Nem o tema do God of War foi tão marcante assim. No vídeo abaixo, o tema do jogo nas três versões:


THE END

Agora, vou dizer a vocês porquê Uncharted encanta tanto seus jogadores, e o que tem de tão bom nele. Uncharted não é um game, apesar de nos referirmos a ele assim. Pra mim pelo menos, ainda não caiu a ficha que Uncharted seja um jogo. Uncharted é uma experiência sem igual, algo que eu jamais vi em jogo nenhum, nesses 16 anos de jogatina, com dezenas de jogos zerados, centenas de jogados e milhares de testados, NUNCA um jogo foi tão profundo como Uncharted. Quando você está jogando, você não se sente jogando um game. Quando jogo Devil May Cry 4, sei que aquilo é um game. Quando jogo Resident Evil, sei que aquilo é um game. Quando jogo Batman, BATMAN, que todos elogiam pela imersão, eu sei que aquilo é um game. Mas quando jogo Uncharted, eu não me sinto em um jogo. Me sinto lá dentro, passando por aquela situação, vivendo o dilema dos personagens. Esqueço do mundo à minha volta, só ouço o jogo e a minha namorada do meu lado dizendo "cuida eles tão vindo dali!", e francamente essa frase me faz falta quando rejogo algum dos títulos sozinho, quando ela não pode estar presente. Tudo é muito bem trabalhado e bem feito nos três games, o jogo consegue te englobar em seu universo de uma forma que, repito, não vi game nenhum fazer até hoje. Tem uns 5 ou 6 jogos por aí que todo mundo diz que são obras primas (nem vou falar os nomes porque tem gente aqui no fórum que gosta de alguns) mas eu sinceramente, não acho cocôs como Braid uma obra prima (tá, citei um, não me contive). Um jogo com música de sono o jogo inteiro e um protagonista burro, ninguém merece. Mas Uncharted merece totalmente o título de obra prima, cada um deles, e a série como um todo. Quisera eu que todos tivessem a maravilhosa oportunidade de jogar os 3 em sequência como eu fiz, pra sentirem na pele o arrepio causado pelo que estou falando. No mais, é isso. Uncharted é Uncharted, e nada vai superar essa série.

Prós: Tudo.
Contras: Os jogos têm fim.
Nota Uncharted: Drake's Fortune: 10
Nota Uncharted 2: Among Thieves: Dez
Nota Uncharted 3: Drake's Deception: 10,5

6 comentários:

  1. Sempre tive curiosidade em jogar UNCHARTED, mas admito que seu review me deixou com mais vontade ainda, especialmente porque estou procurando um game para jogar com minha namorada e, ao ler seu texto, imagino que farei uma boa escolha.

    Quanto ao seu comentário acerca das "melhores séries", serei ousado em dizer que METAL GEAR não pode estar de fora delas sob pena de cometermos um sacrilégio. Hahaha!

    Continue o bom trabalho no blog.

    Abraços.

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  2. Muito bom, uma análise vista dos olhos de um fã é muito melhor e mais emocionante do que uma feita por profissionais.
    Parabéns, continue assim! =D

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  3. Cara,não me empolguei com o jogo,comprei o 1 e o 2 juntos num bundle,me falaram pra não jogar o 2 (apesar de ter zerado com meu amigo no ps3 dele,peguei só o finalzinho) antes de ter zerado o 1,então,o unico que entrou no ps3 foi o 1,que sinceramente,não sai nem da primeira parte do jogo,onde tem que salvar a elena,achei o jogo meio entediante,talvez até um pouco fácil,ainda tenho que terminar ele.

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  4. Jogo modinha, uma vergonhosa mistura de tomb raider, pitfall e indiana jones.
    Comprei o 1º e fiquei enojado, mas admito que é útil para quem está entediado e que jogar algo que sacie sua vontade de ação, disparos. felizmente nunca será um clássico, pois hoje em dia os jogos são como filmes, joga uma vez, só vai querer jogar de novo quando não tiver opção.

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  5. amigo esse jogo é muito top, obrigado

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