quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Papo sobre indústria gamer, remasterizações, novos consoles e comportamento


     Quem me conhece sabe que sou alguém que fala o que pensa. Sou portador de opiniões que muitas vezes podem soar ásperas em relação a certos assuntos, mas não hesito em expressá-las, mesmo que tais perspectivas não sejam do agrado de algumas pessoas. Inclusive, por vezes, sinto a necessidade de colocar esses pontos de vista na mesa, mesmo que o circo pegue fogo e eu entupa meus pulmões com a fumaça, pois se meu argumento conseguir gerar lucidez na mente de meia dúzia que o leram, já terei a sensação de dever cumprido.
     Assumi o desafio de escrever um dos textos mais “cutucadores de onça” da minha vida. Tanto é que o fiz em partes ao longo de vários dias, diferindo do meu habitual de me sentar, escrever tudo de uma vez, ilustrar e postar. Tamanha a incomodação que vou causar com o que vou dizer aqui, não pude me dar ao luxo de me deixar levar por emoções ou de deixar brechas para más interpretações. Precisei fazer algo muito bem articulado, para que a recíproca de quem ler seja toda baseada em contra-argumentação, e não em puxar fios que eventualmente deixei soltos.
     E claro, se você não consegue conviver com a existência de indivíduos que discordem de você, sinta-se à vontade para mudar de site agora mesmo. Não te obrigo a ler o que escrevo, mas exijo que, caso você leia, opine sobre o que escrevi com educação e bons argumentos.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Entendendo e desmistificando a Master Race


     Foi-se o tempo em que umas poucas pessoas donas de blogs eram os "donos da palavra" na internet. Hoje em dia, com a facilidade de se criar perfis em sites, e com o ato de comentar na rede ter se tornado algo tão banal, opinar sobre um assunto através das caixas de comentários virou algo do cotidiano de muita gente - inclusive daqueles não capacitados para isso. Como consequência, indivíduos sem discernimento para entender as situações como um todo (e não apenas a parte que lhes interessa) e sem maturidade para compreender e interpretar corretamente as opiniões alheias, enchem em peso os "espaços de uso público" da rede.
     E como não poderia ser diferente, os imbecis são os mais barulhentos. Há uma série de nichos em que assuntos sérios e que merecem discussão são tratados como "briguinha" por hipócritas que só enxergam o próprio umbigo. Como consequência disso, quem não está por dentro do assunto acaba achando que aquela opinião rasa proferida por um sem-noção é a realidade, e acaba inevitavelmente compartilhando da visão limitada daquele indivíduo. Infelizmente, a internet hoje em dia não é mais aquele local de compartilhamento massivo de conhecimento que já foi outrora, mas sim um poço de imbecilidades onde são necessárias boas habilidades de esquiva para evitar as bobagens e uma grande força de vontade para encontrar o real "conteúdo" que se almeja, aquele informativo, que irá de fato proporcionar conhecimento ao leitor, permitindo que este forme uma opinião mais esclarecida.
     Nos games, muito se fala da "PC Master Race", aquela corrida interminável que o jogador de PC faz em busca de possuir o melhor hardware, as melhores instalações, o software em perfeito funcionamento, enfim. Poucas pessoas, de fato, entendem os porquês e a essência desse "ritual", enquanto a grande maioria (tanto os prós quanto os contras) a defende ou critica sem compreender seu propósito. E como é de praxe, os imbecis são os mais barulhentos, e o resultado não pode ser outro senão uma imagem negativa e depreciativa desse costume que faz parte da rotina de muitos PC gamers. A Master Race é tão mal compreendida que muitos gamers, até mesmo os que jogam no PC, passam a ter receio dela e manifestar aversão a ser um "Master Racer", por não quererem de maneira nenhuma serem vistos como membros "desse grupo que só analisa gráficos e não joga nada".
     Pois bem. Como gamer, eu sempre fui muito além de jogar. Sempre procurei pesquisar, ler, compreender e formar opiniões. Tanto dos jogos em si, quanto dos jogadores. Reflexões sobre comportamento gamer são corriqueiras em minha mente. E em meio à época de "guerra de egos" em que a comunidade gamer se encontra hoje em dia (não tão saudável quanto Nintendo versus Sega nos anos 90 e bem mais chata do que PlayStation 3 versus Xbox 360 na geração passada), eu me sinto na necessidade de promover uma análise mais sensata sobre a PC Master Race, acabar com alguns mistérios e, por que não, apresentá-la de uma forma diferente às pessoas. Se você está disposto a abrir sua mente para uma nova visão, venha comigo, que o texto continua depois do link.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Far Cry 3 (PC)


     Existem jogos que nos marcam pelos mais variados motivos: aquele enredo emocionante que deixou nossos sentimentos à flor da pele; aquela fase ou chefe extremamente difícil que nos custou várias horas de tentativas até alcançarmos a vitória; aquela trilha sonora que ficou esculpida na nossa cabeça e até hoje nos pegamos assoviando suas músicas vez ou outra...
     Fato é que durante nossas carreiras como gamers, alguns títulos se tornam mais especiais para nós do que outros, seja por qualquer um dos motivos que citei acima, ou muitas vezes até sem motivo algum: acontece um feeling entre jogo e jogador, sem explicação aparente, que torna aquele game um título obrigatório para aquele jogador ter sempre à mão.
     Um desses games, no meu caso, é Far Cry 3. Não consigo explicar por quê eu gosto tanto desse jogo (bem como de sua sequência, Far Cry 4), mas minha relação com ele é a mesma de um garoto de 12 anos apaixonado pelo GTA San Andreas da lan house da esquina. É interessante recordar que nem sempre foi assim: desde seu lançamento em 2012, eu cheguei a começar o jogo quatro vezes no PlayStation 3, sendo que nas primeiras duas eu detestei o game e abandonei logo após fazer as primeiras missões. Na terceira vez, até fui um pouco mais longe, mas o "encanto" não rolou. Somente em 2014, na quarta vez em que fui tentar jogar, a magia aconteceu: depois de realizar algumas missões e tarefas secundárias, explorar a ilha tropical do game já havia se tornado a motivação da minha vida, e a cada dia eu contava as horas para que a sexta-feira chegasse e eu pudesse desfrutar o game durante o fim de semana. Há alguns meses, conversei com um amigo que estudou comigo na época, e ele comentou como eu não parava de falar sobre esse jogo quando tocávamos no assunto de games. Foi muito engraçado saber disso, pois nem eu me dava conta!
     Julho passado decidi adquirir o game na Steam e curtir novamente a aventura, agora na versão de PC com visuais e framerate aprimorados. Também dei uma chance à jogatina com mouse e teclado (ainda estou me adaptando, pois joguei em controle a vida inteira) e a somatória de tudo isso foi a experiência definitiva com o jogo, que só serviu para lapidar mais ainda meu gosto por ele e aceitá-lo de vez como um de meus games preferidos of all time. Bom, já foram 4 parágrafos de introdução e vocês devem estar querendo ler a análise, então bora, vamos falar sobre Far Cry 3!

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Parabéns pra nós! 29 de agosto é o Dia Internacional do Gamer!


     É com muita alegria que quero compartilhar com vocês a comemoração da data de hoje: 29 de agosto é o Dia Internacional do Gamer! Já é uma satisfação enorme sermos portadores deste título, melhor ainda é saber que temos um dia no qual somos reconhecidos por isso!
     A data foi criada em 2008 por um grupo espanhol de revistas de games que quis que a principal alcunha dos jogadores fosse reconhecida no calendário. Os videogames em si já possuíam seu dia para serem celebrados (12 de setembro e, posteriormente, 8 de julho) mas faltava uma data em que os jogadores se sentissem agraciados. Então hoje, mais do que se orgulhar do aparelho que está em sua estante, é dia de sentir orgulho da sua paixão por jogar, e para os mais aficionados, é dia de exaltar a opção de lifestyle que se escolheu para si.
     Existem muitos tipos de gamers. Tem aqueles que gostam de jogar apenas por diversão ou passatempo, já outros que levam a coisa mais a sério e realmente entram no mundo do jogo cada vez que a tela de "Press Start" aparece. Há os que preferem jogar sozinhos, e também quem aprecie uma boa companhia, seja no cooperativo ou no competitivo. E tem quem goste de todos os estilos, também. Há gamers de um só jogo, de um só gênero, e há quem jogue de tudo. Se você aprecia jogar e vê os games como parte da sua vida, a data de hoje é pra você comemorar! Aliás, pra nós comemorarmos, porque eu celebro junto, ora!
     Então, parabéns pra nós! Segunda-feira é um dia um pouco complicado pra bater aquela jogatina em comemoração à data, mas vale fazer um esforço! Aproveitem e comam uma pedaço de bolo junto, já que a data é especial, kkkkkk! Um abraço a todos!

domingo, 28 de agosto de 2016

Vale a pena comprar um PlayStation 3 ou um Xbox 360 em 2016?


     Estamos num período complicado para a indústria dos videogames. Há quase 3 anos, nascia a tão aguardada oitava geração de consoles, onde os antes sonhados PlayStation 4, Xbox One e Wii U estavam oficialmente ganhando vida e tomando as prateleiras de lojas mundo afora. A expectativa da comunidade gamer para com estes novos aparelhos era grande, pois na geração anterior, o impacto causado pelo Xbox 360, Nintendo Wii e PlayStation 3 foi algo absurdo. O trio da sétima geração apresentou-se ao mundo como aparelhos de ponta que traziam consigo novas maneiras de jogar, através de jogos com padrões que definiriam as regras da indústria por mais de uma década, a experiência online definitiva em consoles e uma quantidade absurda de títulos memoráveis que há muito tempo não se via. Tendo um currículo como esse, o trio daria trabalho para os consoles novatos o superarem, algo que até agora, aos olhos de grande parte da comunidade, não conseguiram.
     Fato é que a atual geração de consoles ainda "não tomou um rumo na vida". Nesses quase 3 anos, viu-se apenas update gráfico como novidade principal na maioria dos jogos, enquanto mecânicas de gameplay, possibilidades e etc, permanecem as mesmas (ou em alguns casos, até inferiores) às dos jogos da geração anterior. Isso sem falar na infinidade de problemas de desempenho que os jogos atuais vêm enfrentando em praticamente todas as plataformas em que são lançados (incluindo PC), apresentando mil tipos de falhas técnicas e de funcionamento, transformando experiências que poderiam ser magníficas em verdadeiras dores de cabeça para os gamers.
     Pois bem, enquanto a geração atual não se resolve e fica nessa ladainha, que tal darmos uma outra olhada às plataformas da sétima geração? Em função dos preços de videogames e jogos aqui no Brasil estarem entre os mais caros do mundo, acredito que muita gente tenha deixado o PlayStation 3 e o Xbox 360 passarem batido, até porque esses foram os primeiros videogames que realmente obrigaram os brasileiros a adquirir não só o console, como também os jogos originais (ao longo da geração descobriu-se maneiras de desbloquear os aparelhos, mas eram métodos mais complicados do que a solda do chip Matrix do PS2 que até o véio que arruma TV de tubo na loja da esquina sabia fazer). Por isso, muita gente acabou parando no PlayStation 2 ou até mesmo migrando para o YouTube (sim, povo sofrido que passou a só assistir gameplay e não jogar nada, eu estou falando de vocês!). Para todos que deixaram esses ótimos consoles passarem, trago uma boa notícia: agora que o PS4, o XOne e o Wii U tomaram o posto de "itens mais caros da prateleira de games", os queridos da sétima geração deram uma barateada nos preços, tanto nos consoles e acessórios quanto nos jogos. Ainda tem uns malandros por aí que querem cobrar mais de mil conto nesses aparelhos, mas com uma pesquisinha de preço é possível encontrar ofertas acessíveis. Então vem comigo, que eu vou te mostrar porque esses consoles ainda valem muito a pena serem adquiridos, e ainda, mostrarei como você não só não está prejudicado por não ter um console atual, como até sai na vantagem em alguns aspectos. E mesmo pra você que comprou recentemente seu Xbox 360 ou PlayStation 3, essa viagem será interessante não só para agregar algum conhecimento, como também para pegar algumas dicas sobre o console e também sobre jogos para curtir nele. Bora!