quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Review: Need For Speed Rivals

Disponível para PlayStation 3 (versão analisada), Xbox 360, Xbox One, PlayStation 4 e PC.


O gênero corrida nos videogames está entre os precursores nesse meio que tanto amamos. Enduro, no Atari, tal como outros similares, veio ao mundo antes mesmo de Super Mario, do gênero plataforma. Jogos de corrida já existiam antes mesmo dos jogos de aventura, de passar de fase. É curioso ressaltar isso, em todas as épocas dos games, existem mais games de outros gêneros do que de corrida. Mas os de corrida são mais antigos, foram inventados antes. Os primeiros games do gênero consistiam em "sobreviver" a trajetos com obstáculos mortais e curvas fechadas que poderiam levar o piloto à morte. Depois, vieram jogos que realmente faziam jus ao nome "corrida" nos quais você precisava completar o trajeto na frente de seus rivais. Esse gênero se desenvolveu com o tempo, e ganhou uma característica hoje muito comum, concebida originalmente por Mario Kart: o uso de itens e poderes para atrapalhar os adversários. Aí vieram os simuladores, que queriam se destacar pelo realismo que traziam, apresentando carros mais realistas e características físicas e de dirigibilidade diretamente importadas do mundo real. Mais tarde, com a febre do "tunning" proporcionada pelo cinema (em especial a série de filmes "Velozes e Furiosos") esses games de simulação adotaram um ar mais "urbano", trouxeram opções de personalização, conflitos com a polícia, etc, chegando ao ápice de emoção que uma corrida pode ter.

Com o tempo, esses três sub-gêneros dos jogos de corrida (simulação, trapaças e tunning) se estabeleceram com força no mercado de games, a ponto de cada um criar seus estereótipos. Não por parte dos jogadores, mas por parte das próprias desenvolvedoras. Se o jogo tem personagens pequenos, coloridos e caricaturados, os veículos obrigatoriamente são canos horizontais com quatro rodas onde o corpo inteiro do personagem fica para fora, e eles usam de "poderzinhos" pra atrapalhar os adversários (a fórmula do Mario Kart foi chupada ao extremo); Se é de carros reais, quando o cenário for um autódromo ou pistas oficiais, 99% das chances é que este jogo seja simulador, com trocentos modelos diferentes de carros que sempre são um caminhão de pesados nas curvas e de dirigibilidade complexa. Se o cenário for urbano ou então em ambientes externos, aí o game provavelmente será tunning, vai ter polícia, carros velozes, etc.

Passam os anos e essas três ramificações do gênero corrida mantém as mesmas características, dificilmente mudando uma vírgula se quer. Como dito, estereótipos criados pelas próprias desenvolvedoras. Você pode pegar um game de corrida de um console diferente, de uma produtora diferente, de uma época diferente, e com 5 minutos de gameplay notará que é sempre a mesma coisa. Se os FPSs se mantém a séculos sem novidades, nos jogos de corrida é a mesma coisa. E qual a semelhança? Em ambos os gêneros, a gente sempre acaba ficando curioso e experimentando um ou outro título de maneira aleatória. E felizmente, em algumas dessas vezes acertamos na loteria e descobrimos um Warface ou Need For Speed Rivals da vida.

E comigo foi assim mesmo: de maneira aleatória, eu deslizava o mouse pelo Soft Games quando me deparei com o tal do "Need For Speed Rivals". Dei um Ctrl+D e joguei num canto, quando finalizasse o download que eu estava fazendo naquele momento, baixaria o Need. E tenho que dizer que jogar esse game foi sem igual, o título foi um dos que mais valeram a pena em 2013. Não tem 950 novidades, não é um poço de inovação, mas possui um toquezinho especial que faz você se apaixonar por ele logo nos primeiros minutos de gameplay. Posso até gostar de games de corrida, mas admito não ter muita habilidade com os mesmos. Simuladores, devo ter jogado uns 3 minutos de Gran Turismo na minha vida toda, até quebrar o DVD e jogá-lo no lixo. Num Mario Kart até me viro, ao passo que não consegui completar Midnight Club 3: DUB Edition Remix no PlayStation 2 (game que gosto muito) tal como sua sequência Midnight Club Los Angeles, de PS3, não terminei Need Carbon e se quer consegui passar da primeira corrida do Most Wanted de 2005 mesmo com umas 10 tentativas. Mas Rivals me fez gostar tanto dele a ponto de eu não desistir, continuar tentando e insistindo, até zerar. Vambora que já enrolei demais, vamos dissertar sobre Need For Speed Rivals.