sábado, 22 de outubro de 2011

O excesso de conteúdo inútil dos games modernos


A jogatina da atualidade se resume em conseguir troféus que servem para... mostrar para os outros.
     Mais um post que nasceu no MSN! hehehe

Pois é, eu e meu amigo Alexandre estávamos no MSN conversando a alguns dias atrás sobre o excesso de conteúdos e destraváveis inúteis que temos nos jogos da atualidade. Quem viveu a época dos 16 bits sabe do que eu estou falando: de quando coletar todas as esmeraldas ou passar por uma fase pela saída secreta, poderia lhe render um final diferente para o jogo ou uma nova fase, e não uma... figura na galeria do jogo. ¬¬
     Sem dúvidas, de uns dez anos pra cá, parece que os desenvolvedores (não todos hein, mas a maioria) querem lucrar mais e trabalhar menos. Infelizmente, estamos em uma época em que os segredos de um jogo se limitam a emblemas e roupas extras... cadê os mundos ocultos? Cadê a fase secreta? Não, pra quê isso, se temos roupas para rejogar o jogo todo mais uma vez, com um uniforme diferente?
     Atualmente, está de fato bem difícil achar um game o qual o 100% realmente valha a pena ser alcançado. Uma vez, 100% significava todas as fases e mundos liberados, todos os itens, etc. E hoje, para alcançar o 100%, temos que liberar todas as figuras nas galerias, conseguir todas as roupas... coisas as quais precisa-se zerar e rezerar o jogo para conseguir, o que é um porre.
     "Mas Willi, você rezerou trocentas vezes os joguinhos curtos do Super Nintendo, então como não consegue rezerar os jogos longos do PlayStation 3?" Pergunta de fácil resposta. Na época do SNES, e de todos os consoles de 16 e também de 8 bits, zerar e rezerar um game era uma experiência prazerosa... não tinha nenhuma tela dizendo "Rank C", quem dizia se você melhorou suas habilidades no game era você mesmo, percebendo que havia passado sem problemas a parte que no outro dia foi difícil. Mas hoje em dia não, quem nos diz se estamos bons ou não é uma tela hipócrita, a qual só mostra o bendito do "S" quando conseguimos passar tudo de uma forma sobre-humana e além das capacidades compreensíveis pela ciência.
     Atingir o 100% também era algo prazerosíssimo, e que realmente dava gosto de se fazer. Minha fita do Super Mario World é pirata, ou seja, não salva, mas mesmo assim fiz o 100% nela diversas vezes, sem me importar com o  fato de que eu desligaria o videogame e perderia todo aquele progresso... porque isso era divertido. E esse 100% custava passar no máximo duas vezes a mesma fase, uma vez pela saída normal, e outra pela saída secreta. Mas hoje, o 100% não se trata de passar todas as fases. Terminar todas lhe dá pouco mais da metade da porcentagem, 50%. O resto, exige que você passe pela mesma droga de fase por mais umas mil vezes, pra catar todos os emblemas, conseguir as armas, fazer todos os upgrades nelas (caso Resident Evil 5).
Abrir por completo o mapa do Super Mario World é uma experiência única e divertida
Já abrir as roupas secretas no RE5 é um porre
     "Mas se você passava pela mesma droga de fase umas mil vezes num jogo de SNES, como não consegue passar pela mesma droga de fase umas mil vezes num jogo de PS3?" Outra pergunta de fácil resposta. Reflita consigo mesmo: tudo que é obrigado a fazer, geralmente é chato. A graça dos jogos dos 16 e 8 bits, é que você não era obrigado a fazer nada além de chegar no limite esquerdo da tela: o fim da fase. Mas hoje, existe algo chamado "missão", que, ao meu ver, detona com os jogos. Passar uma fase jogando como você quiser, do jeito que quiser, é prazeroso. Mas ter que cumprir as mesmas tarefas sempre, sempre e sempre, torna-se chato e enjoativo. Se antes, jogávamos uma ou duas vezes a mesma fase LIVRES, hoje, precisamos passar umas mil vezes pela mesma fase, fazendo o que o jogo quer, e não o que nós queremos (Ou seja, cumprindo as missões). E isso torna os jogos chatos, e é por isso que até hoje jogamos os mesmos games de SNES e Mega Drive pelos emuladores, mas daqui a três anos, só jogaremos um ou outro jogo do nosso PS3 ou Xbox 360, geralmente um que nos tenha prendido e no qual tenhamos viciado.
     Enfim, esta matéria foi mais um desabafo sobre o que vemos na geração atual de consoles... deixo claro de que não é pra generalizar o que eu falei, pois nem tudo está perdido: ainda existem algumas empresas que apostam na conduta antiga e fazem o 100% valer a pena em seus jogos. Mas na maioria dos casos... o que vemos é um mercado saturado de jogos, jogos estes, bons ou ruins? Que valem ou não valem a pena? Depende da qualidade com a qual você está acostumado.

1 Comentários:

  1. Concordo contigo, mas o que sinto mais falta mesmo são os conteúdos secretos que faziam que o game tivesse um fator replay muito mais divertido. Hoje, 100% se resume a desbloquear itens bestas e inúteis, como roupinhas, temas e avatares. No máximo, desbloquear algo útil se resume à New Game + com dificuldade acentuada.

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