Protagonizada pelo espartano Kratos, a série já recebeu diversos títulos para os consoles da Sony, entre eles o PS2, o PS3 e o PSP. Mas todo esse sucesso jamais viria do nada, para estabelecer uma boa franquia é preciso ter qualidade, e qualidade é o que não falta em nenhum game da série, pelo meu ponto de vista. E esse legado que God of War construiu entre os gamers começou em março de 2005, com a chegada do primeiro game da série para o PlayStation 2. Vamos à análise desse game:
O JOGO
God of War é um jogo que divide opiniões justamente pela sua mecânica: ele deu o pontapé inicial para a popularização do gênero Hack'n Slash, um jeito moderno de Beat'n Up, que mistura o "anda e bate" com detalhes de um jogo de aventura (como exploração de locais, fases maiores, itens, upgrades nos personagens, coisa que dificilmente vemos nas linhas retas dos jogos de beat'n up). Antes dele, já haviam jogos desse gênero (como Onimusha e Devil May Cry, lançados por volta do ano 2000) porém nenhum deles foi tão popular e emplacou tão bem quanto o game do espartano.![]() |
| Um jogo de aventura com mais pancadaria: isso é Hack'n Slash, isso é God of War! |
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| Kratos, o protagonista |
| Uma jogabilidade bem trabalhada e uma boa sensibilidade permitem ao jogador atravessar ripas de madeira como essa sem maiores complicações |
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| O espartano usando a cabeça da Medusa para lançar seu flash que petrifica os inimigos |
God of War é um game bastante dinâmico e com ação frenética. Para você ter uma ideia, o jogo só para quando você coloca no pause ou quando o pregresso é salvo, se não, é adrenalina pura! O game nem sequer é dividido em fases, ele é totalmente linear, o personagem vai caminhando, abrindo caminho entre os inimigos, e avançando entre os lugares, mas sem qualquer divisão de fase ou missão. Há apenas a apresentação dos lugares, quando chegamos a uma área nova, mas fora isso, é totalmente linear, para aumentar anda mais a ação e a adrenalina. Os inimigos sempre estão em grupos grandes na tela, e geralmente eles possuem vários ataques, fazendo com que você tenha que não só atacar, mas também se defender e esquivar, e sobretudo prestar atenção nos movimentos de todos eles, pois enquanto você estava fazendo um combo em um, na hora do golpe de misericórdia vem outro e lhe acerta. Assim, muitas vezes temos que abdicar do "ataque fodão" para nos defendermos de um ataque vindo de outro inimigo. E para os inimigos mais grandalhões, não adianta defender, o jeito é escapar com uma cambalhota!
Falando nos inimigos, eles são em sua maioria guerreiros zumbis e espectros, que contam com diversos tipos de ataques e movimentos, como aqueles que entram no chão e depois surgem na frente de Kratos lhe dando uma bela espadada. Mas além destes, também há monstros que são variações das criaturas da mitologia grega, como os minotauros armados com machados, as medusas que lançam flashes de luz que petrificam, entre outros.
Os ambientes das fases são muito bem feitos e retratam com êxito a era grega. São cenários bem construídos, com vários elementos realísticos, como por exemplo, as ruas com calçamento (já reparou que muitos games tem as ruas lisas, sem nenhum tipo de "cuidado por parte da prefeitura"?), as portas todas enfeitadas, o efeito realístico das paredes e dos ambientes internos, enfim, podemos perceber que o game preza muito por detalhes. E esses detalhes ganham ainda mais vida com os belíssimos gráficos que o game tem, são gráficos bonitos mesmo, um dos padrões mais realistas entre os jogos do PS2.
Os cenários não são tão diversificados, ao jogar percebemos que há um excesso de salas internas, de calabouços, porões e localidades do tipo. Além disso, boa parte do jogo é na cidade de Atenas, em suas ruas e subúrbios, e também em seus castelos, e não há muita diversidade de ambientes nisso. Claro, num jogo cujo cenário principal é a Grécia antiga, não há muito o que retratar, porém, os ambientes podiam sim ser mais diversificados. O legal é que os cenários retratam mesmo uma guerra, em certos pontos podemos ver ao fundo guerreiros brigando com os demônios, bolas de fogo atingindo os prédios, enfim, é um cenário de guerra mesmo, e muito bem feito por sinal. Como sempre, os detalhes do game marcam presença.
A parte sonora do game é mediana. A temática principal das músicas é algo como "uma música de igreja num tom mais tenso com uma pitada de rock". Quando não há inimigos na tela, ouvimos apenas o som ambiente, o vento, os passos de Kratos, os objetos que o personagem destrói... mas quando os inimigos aparecem, vem aos nossos ouvidos uma das músicas do jogo, cuja temática é essa maluquice que eu escrevi aí em cima. Realmente, as músicas se adequam bem aos ambientes por onde o personagem passa, retratando bem as situações. Só que as músicas são parecidíssimas entre si, então a sonoridade do título torna-se meio repetitiva. Mas nada que prejudique o game, pelo contrário, como já dito as músicas se adequam bem aos ambientes e às situações.
THE END
Prós: Jogabilidade muito boa, câmera invejável, história bem feita, ótima ambientação da temática grega.Contras: Pouca diversidade de cenários, e músicas muito parecidas.
Considerações finais: God of War é um jogo que vale muito a pena ter em seu PS2, seus pequenos defeitos são pouco notados em meio à ação frenética, e suas qualidades são invejáveis a muitos outros jogos, sejam eles do mesmo gênero ou de gêneros diferentes. Mais um que recebe o selo RECOMENDADO do Point!





Bom post Willi!
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