sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Guerrilla War (NES)


     Você já ouviu falar da Revolução Cubana? Ela foi um movimento armado ocorrido na década de 1950 para libertar Cuba da ditadura e outros problemas políticos que envolviam o sofrimento da população, ou algo do gênero.
     Em 1989, a SNK lançou para o Nintendo Entertainment System o game Guerrilla War, que retratava a história da revolução de Cuba. No jogo, o jogador obviamente comandava Che Guevara e Fidel Castro, os "guerrilheiros" e principais líderes do movimento. Guerrilla War será analisado agora.

O JOGO
     Deixando um pouco de lado a história da revolução cubana, vamos nos focar agora no jogo Guerrilla War. Como já dito ele é protagonizado por Che Gevara e Fidel Castro, os principais líderes do movimento armado que foi a Revolução Cubana. O jogador 1 comandará Guevara, enquanto o 2 comandará Castro, no caso de um jogatina multiplayer.
     O game é no estilo "soldadinhos", onde o jogador, no comando de um personagem armado com uma arma de tiros (neste caso, Che ou Fidel) deve simplesmente atirar em todos os inimigos que aparecerem, até chegar ao fim da fase, onde confrontará o chefe, para então passar à fase seguinte. Mas, se Guerrilla War fosse constituído só disto, ele seria comunzinho e não teria graça, não é mesmo? É por isso que a SNK se preocupou em trazer um game que, apesar do estilo comum, possui características bem próprias e diferenças em relação aos outros do gênero. Um game de qualidade.
     Como vimos a jogabilidade não é nada complexa. Você vê toda a ação de cima, e pode movimentar o personagem para todas as direções desejadas. Os comandos também não são nada complexos: Direcionais movem, B atira e A joga granada. Os inimigos estão por todos os lados, mas não é por isso que você deve segurar o botão de tiro pressionado sempre, pois existem reféns no meio dos bandidos, os quais devem ser resgatados. Quando você mata um refém, perde pontos. Por isso, você deve salvá-los, aproximando-se deles para "coletá-los".
     Além de inimigos humanos com armas, também existem aqueles que estão á bordo de um veículo de guerra, como tanques ou carros, por exemplo. Para estes, é mais recomendável usar a granada, pois, dependendo do tiro, você jogador irá envelhecer até matar o bandido! Vale lembrar também que você poder se apoderar do veículo depois de matar o bandido que há nele. Neste caso, se você estiver em um tanque, além da locomoção ser mais rápida, o poder destrutivo é maior. Quanto aos tipos de tiro, há vários. Quando você destrói um inimigo com roupa roxa, ele vira um quadrado com uma letra. Pegando este quadrado, você consegue um determinado tipo de tiro. A letra sobre o quadrado é o que indica qual tipo de tiro é. O S é o normal mas atirado em três por vez, o L é um míssel e o F é uma rajada de explosões, entre outros. E, ao se apoderar de um veículo, você utilizará uma variação do seu tiro, como por exemplo, três tiros normais viram três bombas!
     O game possui uma dificulade um pouco elevada. Sempre que você é atingido, perde uma vida. A cada três vidas perdidas, dá game over, mas você continua de onde parou, sem ter de reiniciar a fase. Os continues são QUASE infinitos, acho que são mais de 20 continues, mas uma hora eles acabam. São inimigos para todos os lados, dispostos taticamente no cenário para que possam lhe atrapalhar o máximo possível. Alguns ficam atrás de muros de pedra, que só são destruídos com as granadas. Os chefes precisam de MUITOS tiros para serem mortos.
     Além disso, o game é bem longo e demorado, mas não se preocupe, pois todas as fases valem a pena. Na foto ao lado, você vê o mapa do jogo. Ele começa na parte de baixo e termina em cima. O personagem mal e porcamente se move no mapa entre uma fase ou outra, então você pode ter um noção de quantas fases são.
     Falando nas fases, elas são bem bonitas. Os cenários repetem um pouquinho, mas nada muito grave. Aliás, a beleza dos cenários somada à dificuldade que exige muito de nossa atenção não nos deixam reparar muito no detalhe da repetitividade. Florestas, povoados, rios, vilas, esgotos, cidades abandonadas, barcos inimigos, estações de trem, fortalezas... você passará por tudo isso! Um belo trabalho da SNK!
     Quanto à parte audiovisual do game, novamente digo: um belo trabalho da SNK! As músicas, além de serem viciantes, combinam bem com o estilo da fase, que pode ser alegre, tenso, normal ou de batalha final. Tudo combina bem e, apesar das músicas serem um pouco parecidas, nota-se a diferença e a beleza musical deste game. Irônico, um jogo de guerra com músicas bonitas! Quanto aos gráficos, eles são belos, posso dizer que competem com Super Mario Bros 3, Castlevania, TMNT e outros. Tudo é bem colorido, e é bem raro confundir seu personagem com o inimigo, o que acontece frequentemente em jogos comuns do estilo "soldadinho", ao qual Guerrilla War pertence.

THE END
Prós: Jogabilidade, características singulares, gráficos, áudio, desafio.
Contras: Dificuldade um pouco elevada. Continues poderiam ser infinitos.
Considerações finais: O game é muito divertido, tanto no jogo sozinho como no de 2 players, onde Guevara e Castro se unem para combater os inimigos do game. Quer que eu diga de novo? Sem problema: Um belo trabalho da SNK!

Aprenda um pouco mais sobre a Revolução Cubana lendo a página dela na Wikipédia.

4 comentários:

  1. Só faltava o jogo ensinar os ideais comunistas também. Muito boa review, Willi.

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  2. Um jogo bem interessante esse pelo tema que usaram para fazer se não me engano deo ter visto um gameplay dele em um canal no youtube vou adicionar esse jogo a minha lista que tenho para jogar um dia.

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