sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Arkanoid (NES)


     Arkanoid foi um fenômeno dos fliperamas. O game, com uma mecânica e objetivos simples, cativou milhares de pessoas, e sua repercussão fez com que ele fosse convertido para praticamente todas as plataformas da época, tornando-se assim bastante popular. Entre essas várias conversões e ports, está a versão para o Nintendinho 8-bits, que será analisada agora.

O JOGO
     O clássico Arkanoid possui um objetivo muito fácil: você deve eliminar todos os quadradinhos coloridos que estão espalhados pela arena. Para destruir esses quadradinhos, você deve fazer com que a bolinha que está quicando pela tela os acerte. Mas isso não será tão fácil, pois a bolinha se move cada vez mais rápido. Você também deve impedir que a bolinha caia no abismo na parte mais inferior da tela, e para isso você comandará um rebatedor que irá impedir que a bolinha caia e ao mesmo tempo jogará ela de volta para cima para que continue destruindo os quadradinhos. Quando todos os quadradinhos tiverem sido destruídos, você irá para a próxima arena.
     As arenas, ou melhor, as fases, são todas em formato quadrado, sendo que os lados e a parte de cima são fechados, impedindo que a bolinha caia para fora da arena. Porém, a parte de baixo é aberta, e se a bolinha cair ali, fará com que o jogador perca uma vida. Para proteger a bolinha do abismo, o jogador assumirá o controle de uma barra rebatedora localizada na parte mais inferior da tela. O jogador pode mover essa barra apenas para os lados, e deve impedir que a bolinha caia, assim rebatendo ela de volta para cima. Pode parecer fácil, mas ao longo da fase vai ficando difícil, visto que a bolinha vai cada vez mais rápido.
     Existem três tipos de quadradinhos, os quadradinhos normais, que se quebram quando a bolinha os atinge apenas uma vez, os quadradinhos de prata, que precisam ser atingidos várias vezes para serem destruídos, e os quadradinhos de ouro, que não podem ser destruídos e são apenas obstáculos para dificultar a vida do jogador. Também tem os monstrinhos, que aparecem quando restam poucos quadradinhos a serem destruídos. Eles apenas atrapalham o jogador, perambulando pela arena e às vezes até protegendo os quadradinhos. Não é obrigatório destruí-los, mas às vezes é bom limpar a tela e tornar sua missão mais fácil.
     Uma das coisas legais do game é que existem itens que surgem quando acertamos um determinado quadradinho. Os itens são em forma de pílulas, cada pílula de uma cor. Quando atingimos um quadradinho, ele pode liberar uma pílula, a qual pode ser coletada para dar um upgrade na barra rebatedora, tornando a missão mais fácil. Mas nem sempre é bom coletar essas pílulas, pois muitas vezes a bolinha e a pílula caem ao mesmo tempo, e acontece da gente escolher a pílula e perder a bolinha, e assim perder também uma vida. Em alguns momentos, é melhor continuar com a barrinha pobre do que perder a bolinha e possivelmente dar um game over.
     Há uma grande variedade de pílulas, que podem ajudar ou atrapalhar o jogador dependendo do seu efeito. Tem a pílula que multiplica a bolinha por três, a pílula que deixa a bolinha mais lerda, a pílula que aumenta a largura do rebatedor, sendo mais fácil de interceptar a bolinha, a pílula que dá dois atiradores ao rebatedor permitindo que ela dispare tirinhos que podem destruir os quadradinhos tanto quanto a bolinha, a pílula que dá uma vida extra, a pílula anticoncepcional, a pílula do dia seguinte, entre outras.
     Arkanoid é um jogo que é divertido por ter jogabilidade e objetivos simples, porém sua parte técnica decepciona. Não há música nas fases, nos fazendo ter que ouvir só um único e irritante som: o som da bolinha sendo rebatida. O grau de dificuldade também sobe muito depressa, e às vezes nos faltam vidas. Algumas vezes acontece um game over logo na segunda, terceira fase. Se é pra manter esse grau de dificuldade, poderia pelo menos ter então um sistema de passwords ou mais vidas, já que o game é difícil. Ou então, poderia ser assim sem passwords e com poucas vidas, mas que fosse pelo menos mais fácil. É preciso não só treinar e pegar prática, mas ser um VICIADO e ter um SEXTO-SENTIDO pra poder barrar a bolinha algumas vezes e conseguir progredir bem no game.

THE END
Prós: Game com mecânica e objetivos simples e nada muito complicados, sendo assim recomendado para todas as idades.
Contras: Parte técnica mal feita; Dificuldade; Ausência de um sistema de passwords.
Considerações finais: É um bom jogo pra passar o tempo, quando você não está a fim de se enfiar numa aventura gigantesca e séria, mas é preciso um bom treino e habilidades sobrenaturais pra conseguir jogar o game, principalmente a partir da terceira fase. Mesmo assim é divertido e vale a pena pelo menos pela curiosidade.

Um comentário:

  1. Um detalhe: este jogo eh de arcade, nao surgiu no NES. Ele foi convertido para quase todas as plataformas.

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